21
Jan 09
publicado por aquiagorasempre, às 15:47link do post | comentar
http://br.youtube.com/watch?v=t6xUaECu00Q

19
Jan 09
publicado por aquiagorasempre, às 15:04link do post | comentar
http://br.youtube.com/watch?v=nkp-U36c_wo

publicado por aquiagorasempre, às 12:22link do post | comentar

Não havia o gado do sol.Nas tardes de sábado,antes do banho,gostava de passear pelo bosque atrás da quadra.(era como se sempre fosse Maio,a folhas caídas,uma aragem indo e vindo).Deitava-se no banco de pedra bem no centro da árvores,onde era sombreado e onde palnvam cheiros de terra e a umidade encastelava-se numa clareira.Deitava de costas e fechava sua mente a qualquer impressão externa.Esvaziava-se.O ar já frio da cinco horas o envolvia.Muitos anos depois,quando se olhava no espelho,e via o velho enrugado e triste,lembrava-se como ia li para se sentir totalmente so.A solidão naquele colégi er o grande luxo´;especialmente para quem aspirava viver no grande labirinto.As cinzas das horas então deslizavam lentamente pelos anos e ele pensava longe qualquer época de dores.Ainda não conhecia as traições porcas,as palavras duras,oas amores perdidos,o nunca mais.O cheiro forte de resina das árvores,seus pés afundados na grama crescida,a dureza fria do banco de cimento.Que mergulho !Intuia sim que o mundo existia com sua dureza irremovível ,que as pessoas lutavam por alguma que de certa forma lhe escapava.Ali no colégio via a si mesmo não como um espectro da vontade de algum outro ,mas como alguém que tinhaa um banco de jardim para descansar a cabeça.Ali alimentava sua inesgotável curiosidade e sua inteligência devorava tudo que pudesse.E seu amigos o amavam.No bosque sombreado de castanheiros,na sombra azulada da tardinha,pastava o gado do sol.cresciam as flores astrais.Quando se levantou para ir ao banho,pensou:que alegria!da noite tememos ,ams que doce luz que emana



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16
Jan 09
publicado por aquiagorasempre, às 10:47link do post | comentar
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Desperte querendo ser a nova diva-fetiche do inverno
because summer is over,my dear.
A paineira,a jaqueira,floridas,floridas,ornadas,pesadas
como as ondas filigranadas na manhã de Ipanema.
Ah esse ardor de starlet tupiniquim-
sonhos da odalisca mor,repetindo a história
tão sem sede,oblíqua e distante.


Infinitesimal cálculo da luz que banha
a barra ao cair do dia.
Tu és meu amplexo.Estamos juntos.Eu vejo então
os meninos pobres numa roda:cinza cobre o tempo,os dois irmãos
se encolhem na chuva miúda,corredores arrastam
água com os pés-o que na verdade existe
dentro do quadro?

Há uma foto amassada na luz quente e atlântica
pode-se imaginar anjos sobre o Rio de Janeiro?
A luz desce e amplia o rosto da moça-confiança
é dúvida,ela murmura.
Os mendigos são medievais no mega roteiro
do produtor de vídeo alemão,eas gaivotas rodopiam
pela câmera.

A garota da hora talvez tenha medo do poder do coração.não imagina
como é o tempo-ele não tem travas minha querida.
As ondas roçam a enseada,e a senhora passeando com um cachorrinho?
Na Etiópia ainda comem ratos suculentos-calamidade
é um dos nomes do real.




NA FLORESTA



O seguinte processo é igual a uma parada:
ouça Dvorak no escuro,lembre-se de toda brandura
que é falsa.

Picture one:lábios,silvo de cobra no campo,
arremedo de paz tão distante!
this is a jealous guy called Icarus,
dançando na neblina
Meninos passeiam pelos campos
e cantam toadas;os cumes são cobertos de grama e arbustos.
Parangolés e bonecas da beira do rio
gritam I love you
Ninguém passa,ninguém vê
danças de roda,fragmentos do céu
que vai se cobrindo de bruma.


Picture two:manhã,imã crestado de ferrugem,
o quadro se cobre de fina poeira.
O sol é duro e quente e poesia se fragmenta,
chama por dríades,náiades e sacis.
Há Rita Hayworth-terpsicore rodopiando pelo campo.
A luz vai se finando,tudo se torna cinza e negro,
espalhando pelos morros os meninos e as bonecas.
a poeira se espalhando como rastilho.


Thomas Jones insiste que o poema
é o limite da palavra.
Sombras ainda descem do céu.Luz!Mais luz!
Mas o que é tão duro que tolhe qualquer prazer real?
Não diga:quero estar só.Paraonde iremos então?


Picture three:existe a paisagem ressequida.
um vento antigo que bate nas pedras.
Mas,pastores"eis a descoberta.Flautas e bandolins
fadinhas de dior,veados do campo,ebós e erês.
a estrada que se estende sem destino.


Processos são construções
manufaturas,as correções do quadro.
Falta o vazio-porque cansados estamos
da sopa campbells e dos quadrados bienais
com bolas dentro de bolas dentro de que?
tudo isso é uma parada,declaração.



FRAGMENTO 1


Embora estar com alguém fosse um verdadeiro prazer,a solidão lhe era cara como pequenos presentes que recebesse.Sentiu-se eletrizado ao abrir a persiana e ver a cidade lá embaixo,mil luzes brilhando na noite fosca;os anúncios de neon piscando como novos os novos faróis dessa época em que nos foi dado viver.Havia chovido e uma aragem quase inacreditável subia pelos edifícios empurrando para longe o calor.Na televisão passava um programa qualquer-modelos siliconadas reclamavam da falta de amor do ser humano.Ah Deus!poderia estar lá com elas:vendo o rímel escorrer e expondo sua pobres mágoas.Porque vasculahndo noite da cidade,às vezes ia a um bar:nada acontecia ou pelo menos o que achava fosse nada.Não admitia seu medo tácito e sua sede infinita.Achava que todos estavam disponíveis eque também todos eram inacessíveis.
Entre ontem e hoje o abismo se alargava a cada dia.A voragem dos instantes eclipsava tudo.aquela mesma manhã de verão que surgira em meio à neblina fria,amanhã seria quente e insuportável.O bater do portão ao sair para o trabalho,balançando as dobradiças metálicas,já se misturara ao ar do nunca mais.O telefone a seu lado,abalava o mundo. Quem esperava que ligasse?Qualquer pessoa?sua mãe?Talvez ninguém ligasse.sua sofreguidão então se confirmaria e então nascesse uma estranha felicidade.como um conhecimento do desastre?




CECILIA EM PIRATININGA



Depois do fragor da tempestade,a água subiu.Agarrada a Peri,no tronco da palmeira `a deriva,ela viu transmutar-se de azul muito escuro em um negro de fumaça.Relâmpagos
amrelo-alaranjados cruzavam o poente.O barulho dos trovões,pensou,nunca acabaria.
Peri a segurava com força,seus braços enormes a amparando.Esgotada,abandonou-se,não mais ao pavor e ao medo da morte.mas à estranha situação que vivia.Deitada sob o tronco esguio,tinha a sensação que a qualquer momento iria ao fundo,e tudo finalmente terminaria.O mundo agora era só água,e aquele céu escuro e iluminado a cada segundo por estranhas luzes.
E todos os outros estariam certamente mortos agora:seu pai,Álvaro,Isabel.Todos mortos.Massacrados,cobertos de flechas,seus pobres corpos desfigurados imóveis no chão,seus olhos esbugalhados,os cabelos sujos de sangue e terra.Seus olhos se enchera de lágrimas.Via flores que passavam boiando,espantosamente azuis e vermelhas,rodopiando e pequenos redemoinhos pela agua suja.Não me leve,não me leve,pensou.Peri não parecia nem mesmo cansado.Como um ser de um outro lugar,a olhava com o mesmo olhar de devoção e doçura.Tão fraca estava,tão esgotada,molhada e fria,que já não lhe doia mais o corpo.Seu vstido encharcado não mais a incomodava;o medo a deixava finalmente.A cada momento pensava ser o fim.Até quando ele vai suportar,meu deus?Quando,por fim,mesmo em um esforço magistral,seus braços não o obedecessem mais?marés se eguiam pela terra inundada.Sltou um leve grito.Era assim então.

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