12
Mar 09
publicado por aquiagorasempre, às 09:29link do post | comentar | |

Esta é a luz da mente,fria e planetária.
As árvores da mente são negras.A luz,azul,azul.
Gramados descarregam suas mágoas em meus pés como se eu fosse Deus,
Arranhando meus tornozelos,murmurando sua humildade.
Névoas vaporosas e espirituais habitam este lugar.
Separado de minha casa por uma fileira de lápides.
Simplesmente não posso ver onde vão dar.

A lua não tem porta.É uma face em seu pleno direito,
Branca como os nós dos dedos,terrivelmente incomodada.
Arrasta o mar atrás de si como um crime sujo;está quieta,
A boca aberta em total desespero.Moro aqui.
Duas vezes aos domingos os sinos assustam os céu-
Oito grandes línguas afirmam a Ressurreição.
E no final,sobriamente ,badalam seus nomes.

O teixo aponta para o alto.Tem força gótica.
Os olhos se elevam e encontram a lua.
A lua é minha mãe.Não é doce como Maria.
Suas vezes azuis libertam pequenos morcegos e corujas.
Se eu ainda acreditasse na ternura-
O rosto da efígie,suavizado por velas,
Derramando,sobre mim,seus olhos meigos.

Tenho caído pelo caminho.Nuvens florescem
Azuis e místicas sobre a face das estrelas.
Na igreja,os santos serão todos azuis,
Flutuando sobre bancos frios com delicados pés,
Suas mãos e pés duras de santidade.
A lua não vê nada disto.É calva e selvagem.
E a mensagem do teixo é escuridão-escuridão e silêncio.

(Tradução de Rodrigo Garcia Lopes e Maria Cristina Lenz de Macedo)

03
Fev 09
publicado por aquiagorasempre, às 09:21link do post | comentar | |





Axes



after



whose stroke the wood rings,



and the echoes!



Echoes travelling



Off from the centre like horses






The sap



Wells like tears,like the



water striving



to re-establish its mirror



over the rock






That drops and turns,



A white skull,



Eaten by weedy greens.



Years later I



Encounter them on the road-






Words dry and riderless,



The indefatigable hoof-taps.



while



From the bottom of the pool,fixed stars



govern a life.









Golpes



de machado que fazem soar a madeira,



E os ecos!



Ecos partindo



Do centro como cavalos.






A seiva



Jorra como lágrimas,como a



Água lutando



Para repor seu espelho



sobre a rocha






Que cai e vira,



Um crânio branco



comido por ervas daninhas.



Anos depois



as encontro a caminho-






Palavras secas e sem rédeas,



infatigável bater de cascos.



Enquanto



Do fundo do poço,estrelas



Governam uma vida.



(Sylvia Plath-tradução de Ana Cristina Cesar)






















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