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Fev 09
publicado por aquiagorasempre, às 08:22link do post | comentar | ver comentários (2) | |

Comme je descendais des Fleuves impassible
-como descia já dos Rios impassíveis
Je ne me sentis plus guidé par les haleurs:
-Eu não me senti mais guiar pelos sirgadores
Des Peaux-rouges criards les avaient pris pour cibles,
-Deles fizeram alvo os índios irascíveis,
Les ayant cloués nus aux poteaux de couleurs.
-Depois de os atar nus aos postes de mil cores.

J'étais insoucieux de tous les équipages,
-Eu era indiferente a qualquer equipagem,
Porteur de blés flamands ou de cotons anglais.
-Portadora de trigo ou de algodão inglês,
Quand avec mes haleurs ont fini ces tapages,
-Quando meus sirgadores se calaram na margem
Les Fleuves m'ont laissé descendre où je voulais
-Os Rios me deixaram entrar no mar,de vez,

Dans les clapotements furieux des marées,
-Dentro do marulhar furioso das vagas
Moi,l'autre hiver,plus sourd que les cerveaux d'enfants,
-Eu,que mais surdo fui que cérebros de infantes,
Je courus!Et les Péninsules démarrées
-Corria agora!E as penínsulas desligadas
N'ont pas subi tohu-bohus plus triomphants.
-Nunca deram baldões,tombos mais triunfantes.

La tempête a béni mes éveils maritimes.
-O vendaval sagrou minhas alvas marítimas.
Plus léger qu'un bouchon j'ai dansé sur les flots
-Mais leve que uma rolha andei nos vagalhões,
Qu'on appelle rouleurs éternels de victimes,
-A quem chamam fatais balanceiros de vítimas,
-Dix nuits,sans regretter l'oeil niais des falots!
-Dez noites,sem pensar no olho vão dos faróis.

Plus douce qu'aux enfants la chair des pommes sure
-Mais doce que à criança as ácidas maçãs,
L'eau verte pénétra ma coque de sapin
-No meu casco de pinho penetra essa água esverdeada,
Et des taches de vins bleus et des vomissures,
-E das nódoas de vinho e vômitos infames
Me lava,dispersant gouvernait et grappin.
Me lavou,dispersando a âncora e o leme.

Et dès lors,je me suis baigné dans le Poème
-E depois,eu sem fim banhei-me no Poema
De la mer,infusé d'astres,et lactescent,
-Desse mar a ferver de astros e lactescente,
Dévorant les azurs verts;où,flottaison blême
-Sorvendo o verde-azul onde bóia,suprema,
Et ravie,un noyé pensif parfois descend;
-Lívida aparição de um cadáver silente.

Oú,teignant tout à coup les bleuités,délires
-Onde,tingindo em fúria as cérulas espirais
Et rythmes lents sous les rutilementsdu jour
-E ritmos lentos sob esse rútilo alvor,
Plus fortes que l'alcool,plus vastes que nos lyres
-Mais fortes que o álcool,maiores que vossas liras,
Fermentent les rousseurs amères de l'amour!
-Fermentam as amargas sardas do amor!

Je sais les cieux crevant en éclairs,et les trombes
-Sei o céu a estourar de relâmpagos,trombas,
Et les ressacs et les courants:je sais le soir,
-Sei as ressacas,a torrente,o entardecer,
L'Aube exaltée ainsi qu'un peuple des colombes,
-A aurora a delirar como um bando de pombas,
Et j'ai vu quelquefois ce que l'homme a cru voir!
-E vi alguma vez o que o homem julgou ver!

J'ai vu le soleil bas,taché d'horreurs mystiques.
-Vi o sol baixo constelado de horrores místicos
Illuminant des longs figements violets,
-Iluminar o mar com fuzis de ametista,
Pareils à des acteurs de drames trés antiques
-Semelhante aos atores dos dramas antigos,
Les flots roulant au loin leurs frissons de volets!
-As ondas rolando ao longe com tremores na crista!

J'ai rêvé la nuit verte aux neiges éblouies,
-Sonhei com a noite verde e com as neves deslumbradas,
Baiser montant aux yeux des mers avec lenteurs,
-Bejos vindos ao olhar dos mares,de quando em quando,
La circulation des sèves inouïes,
-Toda a circulação de seivas invioladas
Et l'éveil jaune et bleu des phosphores chanteurs!
-E o nascer de ouro e azul de fósforos cantando!

(Traduçaõ de A.Herculano de Carvalho)

03
Fev 09
publicado por aquiagorasempre, às 09:46link do post | comentar | |

Vite!est-il d'autres vies?-Le sommeil dans la richesse est impossible.la richesse a toujours

été bien public.L'amour divin seul octroie les clefs de la science.Je vois que la nature n'est

qu'un spectacle de bonté.Adieu chimères,idéals,erreurs.

Le chant raisonnable des anges s'èleve du navire sauveur:c'est l'amour divin.-deux amours!

Je puis mourir de l'amour terrestre,mourir de dévouement.J'ai laissé des âmes dont la peine

s'accoîtra de mon départ!Vous me choisissez parmi les naufragés;ceux qui restent

sont-ils pas mes amis?


Rápido!existem outras vidas?-O sono na riqueza é impossível.A riqueza sempre foi bem público.

Só o amor divino outorga as chaves do conhecimento.Vejo que a natureza não é um espetáculo

de bondade.Adeus quimeras,ideais,erro.

O canto sensato dos anjos se ergue do navio salvador:é o amor divino.-Dois amores!posso morrer de amor terrestre,morrer de devotamento.Abandonei almas cuja pena aumentou com a minha

partida!Me escolhestes entre os náufragos.Os que ficaram não são meus amigos.
(Arthur Rimbaud-tradução de Paulo Hecker Filho)

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