27
Fev 09
publicado por aquiagorasempre, às 08:22link do post | comentar | ver comentários (2) | |

Comme je descendais des Fleuves impassible
-como descia já dos Rios impassíveis
Je ne me sentis plus guidé par les haleurs:
-Eu não me senti mais guiar pelos sirgadores
Des Peaux-rouges criards les avaient pris pour cibles,
-Deles fizeram alvo os índios irascíveis,
Les ayant cloués nus aux poteaux de couleurs.
-Depois de os atar nus aos postes de mil cores.

J'étais insoucieux de tous les équipages,
-Eu era indiferente a qualquer equipagem,
Porteur de blés flamands ou de cotons anglais.
-Portadora de trigo ou de algodão inglês,
Quand avec mes haleurs ont fini ces tapages,
-Quando meus sirgadores se calaram na margem
Les Fleuves m'ont laissé descendre où je voulais
-Os Rios me deixaram entrar no mar,de vez,

Dans les clapotements furieux des marées,
-Dentro do marulhar furioso das vagas
Moi,l'autre hiver,plus sourd que les cerveaux d'enfants,
-Eu,que mais surdo fui que cérebros de infantes,
Je courus!Et les Péninsules démarrées
-Corria agora!E as penínsulas desligadas
N'ont pas subi tohu-bohus plus triomphants.
-Nunca deram baldões,tombos mais triunfantes.

La tempête a béni mes éveils maritimes.
-O vendaval sagrou minhas alvas marítimas.
Plus léger qu'un bouchon j'ai dansé sur les flots
-Mais leve que uma rolha andei nos vagalhões,
Qu'on appelle rouleurs éternels de victimes,
-A quem chamam fatais balanceiros de vítimas,
-Dix nuits,sans regretter l'oeil niais des falots!
-Dez noites,sem pensar no olho vão dos faróis.

Plus douce qu'aux enfants la chair des pommes sure
-Mais doce que à criança as ácidas maçãs,
L'eau verte pénétra ma coque de sapin
-No meu casco de pinho penetra essa água esverdeada,
Et des taches de vins bleus et des vomissures,
-E das nódoas de vinho e vômitos infames
Me lava,dispersant gouvernait et grappin.
Me lavou,dispersando a âncora e o leme.

Et dès lors,je me suis baigné dans le Poème
-E depois,eu sem fim banhei-me no Poema
De la mer,infusé d'astres,et lactescent,
-Desse mar a ferver de astros e lactescente,
Dévorant les azurs verts;où,flottaison blême
-Sorvendo o verde-azul onde bóia,suprema,
Et ravie,un noyé pensif parfois descend;
-Lívida aparição de um cadáver silente.

Oú,teignant tout à coup les bleuités,délires
-Onde,tingindo em fúria as cérulas espirais
Et rythmes lents sous les rutilementsdu jour
-E ritmos lentos sob esse rútilo alvor,
Plus fortes que l'alcool,plus vastes que nos lyres
-Mais fortes que o álcool,maiores que vossas liras,
Fermentent les rousseurs amères de l'amour!
-Fermentam as amargas sardas do amor!

Je sais les cieux crevant en éclairs,et les trombes
-Sei o céu a estourar de relâmpagos,trombas,
Et les ressacs et les courants:je sais le soir,
-Sei as ressacas,a torrente,o entardecer,
L'Aube exaltée ainsi qu'un peuple des colombes,
-A aurora a delirar como um bando de pombas,
Et j'ai vu quelquefois ce que l'homme a cru voir!
-E vi alguma vez o que o homem julgou ver!

J'ai vu le soleil bas,taché d'horreurs mystiques.
-Vi o sol baixo constelado de horrores místicos
Illuminant des longs figements violets,
-Iluminar o mar com fuzis de ametista,
Pareils à des acteurs de drames trés antiques
-Semelhante aos atores dos dramas antigos,
Les flots roulant au loin leurs frissons de volets!
-As ondas rolando ao longe com tremores na crista!

J'ai rêvé la nuit verte aux neiges éblouies,
-Sonhei com a noite verde e com as neves deslumbradas,
Baiser montant aux yeux des mers avec lenteurs,
-Bejos vindos ao olhar dos mares,de quando em quando,
La circulation des sèves inouïes,
-Toda a circulação de seivas invioladas
Et l'éveil jaune et bleu des phosphores chanteurs!
-E o nascer de ouro e azul de fósforos cantando!

(Traduçaõ de A.Herculano de Carvalho)

26
Fev 09
publicado por aquiagorasempre, às 09:34link do post | comentar | ver comentários (1) | |

publicado por aquiagorasempre, às 08:50link do post | comentar | |
Revolution(Lennon-Mc Cartney)


You say you want a revolution
Well,you know,
We all want to change the world
You tell me it's evolution
well,you know
We all want to change the world
But when you talk about destruction
Don't you know you can count me out
Don't you know it's gonna be all right

You say you got a real solution
well,you know
we'd all love to see the plan
you ask me for a contribution
Well,you know
We're doing what we can
but when you want money
For people with minds that hate
All I can tell is brother you have to wait
Don't you know it's gonna be all right
All right,all right
ah
ah,ah,ah,ah,ah

You say you'll change the constitution
well,you know
we all want to change your head
you tell me it's the institution
well,you know
you better free your mind instead
But if you go carrying pictures of chairman Mao
you ain't going to make it anymore anyhow
Don't you know it's gonna be all right
all right,all right,
All right,all right,all right,
all right,all right,all right.
---

25
Fev 09
publicado por aquiagorasempre, às 15:24link do post | comentar | |

publicado por aquiagorasempre, às 11:47link do post | comentar | ver comentários (2) | |

There's a certain slant of light,

winter afternoons-

That opresses,like the heft

Of Cathedral Tunes-


Heavenly Hurt,it gives us-

We can find no scar,

But internal difference,

Where the Meanings,are-


None may teach it-any-

'Tis the Seal Despair-

An Imperial affliction

Sent us of the air


When it comes,the Landscape listens-

Shadows-hold their breath-

When it goes,"tis like the Distance

On the look of Death



Há um certo Viés da luz,

Tardes de inverno-

Que oprime,como o Peso

Das melodias de uma Catedral-


Dor celeste nos causa-

Não vemos cicatriz,

Masuma diferença interna,

No lugar dos Sentidos-


Ninguém pode ensiná-lo-Nada-

É o Selo Desespero-

Um mal Imperial

Que nos vem da Atmosfera-


Quando ele chega,a Paisagem escuta-

As sombras-prendem a respiração-

Quando ele se vai,é como a distância

Na visão da Morte-


(tradução de Marcos Santarrita)


24
Fev 09
publicado por aquiagorasempre, às 12:13link do post | comentar | |

publicado por aquiagorasempre, às 09:24link do post | comentar | ver comentários (1) | |


Stop all the clocks, cut off the telephone,
Prevent the dog from barking with a juicy bone.
Silence the pianos and with muffled drum
Bring out the coffin, let the mourners come.

Let aeroplanes circle moaning overhead
Scribbling on the sky the message He is Dead,
Put crépe bows round the white necks of the public doves,
Let the traffic policemen wear black cotton gloves.

He was my North, my South, my East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song,
I thought that love would last forever: 'I was wrong'

The stars are not wanted now, put out every one;
Pack up the moon and dismantle the sun;
Pour away the ocean and sweep up the wood.
For nothing now can ever come to any good.



Parem todos os relógios, desliguem o telefone,
Não deixem o cão ladrar aos ossos suculentos,
Silenciem os pianos e abafem o tambor
Tragam o caixão, deixem passar a dor.

Que os aviões voem sobre nós lamentando,
Escrevinhando no céu a mensagem: Ele Está Morto,
Ponham laços de crepe nos pescoços das pombas da região,
Que os polícias de trânsito usem luvas pretas de algodão.

Ele era o meu Norte, o meu Sul, o meu Este e Oeste,
A minha semana de trabalho, o meu descanso de domingo,
O meu meio-dia, a minha meia-noite, a minha conversa, a minha canção;
Pensei que o amor ia durar para sempre: “não tinha razão”.

Agora as estrelas não são necessárias: apaguem-nas todas;
Emalem a lua e desmantelem o sol;
Despejem o oceano e varram a floresta;
Pois agora nada mais de bom nos resta.

publicado por aquiagorasempre, às 19:23link do post | comentar | |
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publicado por aquiagorasempre, às 18:58link do post | comentar | |

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